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Irã ameaça ‘escuridão total’ no Oriente Médio caso EUA ataquem infraestrutura elétrica

O governo totalitário do Irã tenra fazer frente com ameaças os Estados Unidos e seus aliados nesta terça-feira (7), afirmando que o Oriente Médio enfrentará um cenário de “escuridão total” caso Washington leve adiante a promessa de bombardear usinas elétricas e de dessalinização no país. A declaração surge em meio ao esgotamento do prazo estipulado pelo presidente americano, Donald Trump, para que o regime iraniano reabra o Estreito de Ormuz.

A crise atingiu um novo patamar após Trump declarar que, caso a passagem marítima por onde circula 20% do petróleo mundial não fosse liberada, os EUA iniciariam uma “demolição completa” de alvos civis e industriais iranianos até a meia-noite.

​Em resposta, autoridades de Teerã alertaram que qualquer ataque contra sua matriz energética resultará em uma retaliação “decisiva e abrangente”. O termo “escuridão total” utilizado pelo regime sugere não apenas o corte de energia dentro do Irã, mas possíveis ataques cibernéticos ou militares contra a infraestrutura elétrica de países vizinhos que abrigam bases americanas, como o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos.

​Nas últimas horas, a TV estatal iraniana registrou a formação de “correntes humanas” em torno de pontos estratégicos, como a Usina Termoelétrica de Kazerun. Milhares de civis e jovens, não se sabe se forçado pelo governo, se posicionaram nos arredores das instalações em uma tentativa de dissuadir os bombardeios americanos, que devem utilizar as chamadas “bombas de gravidade”.

​Enquanto Israel confirma ataques pontuais contra ferrovias e pontes para interromper a logística da Guarda Revolucionária, o Catar e outras nações da região tentam uma mediação de última hora. “A guerra está prestes a sair do controle”, alertou o porta-voz do governo catariano, destacando que o bloqueio de Ormuz e a destruição de usinas podem levar a uma crise humanitária sem precedentes, afetando o fornecimento de água potável e hospitais.

​Cenário Econômico

​O mercado global de energia reagiu com volatilidade extrema. Com o Estreito de Ormuz minado e a ameaça de um apagão regional, analistas preveem que o preço do barril de petróleo possa atingir níveis históricos, impactando a inflação global por mais de um ano.

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