Esporte

Derrota para a Noruega reacende debate sobre insistência em velhos nomes da Seleção Brasileira

A eliminação pelo placar de 2 a 1 da Seleção Brasileira para a Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, não representou apenas mais uma derrota para os torcedores do Brasil, mas vários pontos de reflexão sobre quem são os escolhidos para vestir a amarelinha. Quem acompanha o futebol brasileiro desde o Mundial do Catar, vem notando algo comum nas convocações em que jogadores que participaram de campanhas fracassadas continuam formando a espinha dorsal da equipe.

Mesmo sob o comando de um novo treinador, Carlo Ancelotti, a Seleção entrou em campo com uma base formada por atletas que também estiveram presentes na eliminação para a Croácia, nas quartas de final da Copa de 2022. Dos 26 convocados para o Mundial de 2026, 15 já haviam disputado a última Copa do Mundo.

Entre os remanescentes estão Alisson, Ederson, Weverton, Danilo, Alex Sandro, Marquinhos, Bremer, Casemiro, Fabinho, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Neymar, Vinícius Júnior, Raphinha e Gabriel Martinelli. A permanência desse grupo evidencia que a renovação anunciada pela CBF ocorreu de forma parcial.

É verdade que disputar uma Copa do Mundo não transforma um jogador em responsável exclusivo por uma eliminação. O futebol é coletivo, e cada campanha possui circunstâncias próprias. No entanto, quando uma seleção acumula sucessivos fracassos em Copas e preserva grande parte da mesma estrutura, é natural que surjam questionamentos sobre a efetividade desse processo de continuidade.

Desde o título conquistado em 2002, o Brasil vem acumulando eliminações diante de seleções europeias em confrontos decisivos. Bélgica, Croácia e, agora, Noruega aumentam uma sequência que reforça a dificuldade da Seleção em recuperar o protagonismo mundial.

A repetição de nomes também levanta dúvidas sobre o espaço concedido à renovação. Em um país reconhecido por revelar talentos anualmente, a manutenção de uma base derrotada em mais de um ciclo pode transmitir a impressão de que o desempenho em Copas pesa menos do que o histórico individual ou o prestígio conquistado nos clubes europeus.

A eliminação deste domingo dificilmente será explicada apenas pela presença dos remanescentes de 2022. Porém, ela fortalece uma discussão inevitável: até que ponto insistir na mesma base aumenta as chances de sucesso? Se os resultados continuam os mesmos, talvez seja o momento de rever não apenas o comando técnico, mas também os critérios que sustentam a formação da Seleção Brasileira.

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