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Após princípio de incêndio, passageiro denuncia precariedade do ferry-boat: “Me recuso a achar que isso é normal”

Um dia após o ferry-boat Ivete Sangalo registrar um princípio de incêndio durante a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, novas críticas ao sistema voltaram a ganhar força nas redes sociais. Desta vez, um passageiro publicou um vídeo denunciando as condições da operação e questionando a qualidade do serviço oferecido pela concessionária responsável pela travessia.

O autor do relato é Joab Araújo, que utilizou seu perfil no Instagram para desabafar sobre problemas que, segundo ele, se arrastam há décadas. No vídeo, o passageiro afirma que paga cerca de R$ 150 pela travessia, mas encontra pistas esburacadas para embarque, banheiros sujos e entupidos, filas intermináveis e um atendimento que considera incompatível com o valor cobrado.

“Está na hora da gente falar do ferry-boat de Salvador porque eu me recuso a achar que é normal”, afirmou.

Joab também destacou que convive com as mesmas reclamações desde a infância. Segundo ele, não são raros os episódios em que passageiros permanecem horas aguardando para embarcar, mesmo em uma travessia cuja duração costuma ser inferior a uma hora.

“Eu tenho 28 anos e, desde criança, escuto exatamente as mesmas reclamações. Já aconteceu de eu entrar na fila às seis da noite e só conseguir desembarcar às seis da manhã. Doze horas para fazer uma travessia que dura menos de uma hora”, relatou.

As críticas ganharam ainda mais repercussão porque surgem logo após o incidente envolvendo o ferry-boat Ivete Sangalo, que apresentou um princípio de incêndio em um quadro elétrico durante a operação. Apesar do susto, não houve registro de feridos, mas o episódio reacendeu o debate sobre a segurança, a manutenção das embarcações e a qualidade dos serviços prestados aos milhares de usuários que dependem diariamente do sistema para se deslocar entre Salvador e a Ilha de Itaparica.

A publicação rapidamente repercutiu nas redes sociais, reunindo comentários de outros passageiros que relataram experiências semelhantes, reforçando a percepção de que os problemas enfrentados no sistema ferry-boat persistem há anos sem uma solução definitiva.

Até o momento, a Internacional Travessias Salvador, atual administradora do Sistema Ferry-Boat, não se manifestou sobre o vídeo divulgado nas redes sociais nem sobre as reclamações relacionadas às condições de operação do serviço.

Alheia a denúncia, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), responsável pela fiscalização e regulação do sistema, também não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta matéria.

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