Advogado aciona Justiça contra reclassificação de desenhos bíblicos da Record e acusa governo Lula de censura
O advogado Wilian Frata entrou com uma ação popular na Justiça Federal contra a decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que elevou a classificação indicativa para 12 anos do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, exibido nas manhãs de domingo na TV Record. O profissional pede a suspensão da medida e acusa o governo federal de perseguição e censura.
A decisão do Ministério da Justiça alterou a classificação da atração, que passou de livre para não recomendada para menores de 12 anos. O órgão também recomendou que o programa seja exibido a partir das 20h na televisão aberta.
Segundo a justificativa apresentada pelo ministério, os desenhos apresentam conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas ilícitas, violência e estigma ou preconceito.
O advogado questiona os critérios utilizados na reclassificação e afirma que o governo não especificou quais cenas ou episódios justificariam a mudança. Em declaração ao Metrópoles, Frata afirmou que a medida representa uma tentativa de controlar a televisão brasileira e atingir conteúdos assistidos por crianças de famílias cristãs.
O advogado também relacionou a decisão ao cenário político após as eleições, alegando que a medida seria uma retaliação à comunidade cristã pelo apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A afirmação é uma acusação feita pelo advogado.
Enquanto isso, o Ministério da Justiça discute uma possível revisão da classificação indicativa nesta terça-feira (3). Segundo informações de bastidores, a pasta poderá reavaliar a decisão.
A TV Record, que é a vítima na qual foi imputada à decisão, ainda não se pronunciou sobre o caso.

