Política

Estadão aponta decisões de Alexandre de Moraes que teriam favorecido aliados de Flávio Dino no Maranhão

O jornalista Eduardo Barretto, do jornal O Estado de S. Paulo, aponta que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu ao menos quatro decisões que, segundo levantamento publicado pelo veículo, teriam favorecido o ministro Flávio Dino e integrantes de seu grupo político no Maranhão.

De acordo com a reportagem, as decisões ocorreram em diferentes episódios relacionados à política maranhense e envolvem desde investigações contra um jornalista até processos sobre nomeações no governo estadual.

Um dos casos citados ocorreu em março deste ano, quando Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo, no âmbito do inquérito das fake news. A medida teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi motivada por reportagens que abordavam o suposto uso de veículos oficiais por Flávio Dino e familiares no Maranhão.

A reportagem também menciona decisões relacionadas ao governo do ex-governador Carlos Brandão (MDB). Em uma ação apresentada por aliados de Dino, Moraes suspendeu nomeações de parentes de Brandão por suspeita de nepotismo. O ministro também determinou a exoneração do então procurador-geral do Estado, Valdênio Caminha.

Segundo o Estadão, Caminha havia apontado uma suposta atuação criminosa de assessores ligados a Alexandre de Moraes. O caso passou a integrar o conjunto de episódios analisados pela reportagem sobre a atuação do ministro no cenário político maranhense.

Outro episódio citado envolve o ex-secretário Raimundo Cutrim, que cumpre prisão domiciliar por decisão de Flávio Dino em uma investigação relacionada a suspeitas de coação e obstrução da Justiça.

Nesta semana, Cutrim voltou a ser alvo de uma operação, com cumprimento de mandado de busca e apreensão determinado por Alexandre de Moraes. Conforme o levantamento do Estadão, as investigações envolvendo o ex-secretário têm repercussões na disputa política do Maranhão por atingirem integrantes do grupo político adversário de Flávio Dino.

A reportagem ressalta que os episódios ocorreram em contextos distintos, mas, segundo o levantamento, tiveram efeitos sobre personagens envolvidos na disputa política maranhense.

O Estadão informou que procurou Alexandre de Moraes e Flávio Dino para comentar as informações apresentadas na reportagem. Até a publicação do levantamento, Moraes não havia respondido aos questionamentos, enquanto Dino não havia se manifestado.

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