Multidão acompanha sepultamento de Léo Lanches, morto durante operação policial no bairro de São Cristóvão
Familiares, amigos e moradores de São Cristóvão se reuniram na manhã deste sábado (25) para o sepultamento de Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, morto durante uma ação da Polícia Militar na noite de quinta-feira (23), em Salvador. A cerimônia, realizada no Cemitério Bosque da Paz, foi marcada por forte comoção, homenagens e novos pedidos de justiça.
A despedida ocorreu um dia após manifestações promovidas por familiares e moradores da comunidade, que contestam a versão apresentada pela Polícia Militar sobre as circunstâncias da morte de Leonardo. Durante o enterro, os presentes voltaram a cobrar uma investigação rigorosa e transparente para esclarecer o caso.
Leonardo era bastante conhecido no bairro pelo trabalho como empreendedor. De acordo com familiares, ele iniciou a trajetória vendendo lanches em uma bicicleta, depois passou a utilizar uma motocicleta para atender os clientes e, posteriormente, conseguiu inaugurar o próprio estabelecimento comercial, batizado de Leo Lanches, tornando-se uma figura popular na região.
A família rejeita a versão divulgada pela Polícia Militar de que a morte ocorreu durante um confronto. Em entrevista concedida na sexta-feira (24), Tatiana Gil Lima, irmã da vítima, afirmou que presenciou parte da ocorrência e contestou a narrativa oficial, sustentando que Leonardo não teria reagido à abordagem. O caso segue sendo alvo de questionamentos por parte de parentes e moradores, que pedem a responsabilização dos envolvidos caso sejam constatadas irregularidades.
A morte de Léo Lanches provocou grande repercussão em Salvador, especialmente em São Cristóvão, onde ele era reconhecido pelo trabalho e pelo relacionamento com a comunidade. Nas manifestações e no sepultamento, amigos e vizinhos destacaram sua trajetória como trabalhador e defenderam que todos os fatos sejam esclarecidos pelas autoridades competentes.

