Política

Rejeitado para o STF, Jorge Messias cogita deixar governo Lula após derrota no Senado

A derrota de Jorge Messias na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma nova crise nos bastidores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após ter o nome rejeitado pelo Senado Federal, o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) passou a cogitar deixar o governo, em meio ao desgaste político provocado pela votação histórica.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, Messias ficou profundamente abalado com o resultado da sabatina e chegou a relatar a aliados próximos que teve “um sonho destruído por senadores”. Nos bastidores, o ministro também teria demonstrado indignação com a falta de apoio de setores do próprio PT durante a articulação política.

A derrota causou forte repercussão dentro do Palácio do Planalto. Jorge Messias precisava de 41 votos favoráveis para assumir a cadeira no STF, mas recebeu apenas 34, tornando-se o primeiro indicado rejeitado para a Suprema Corte desde 1894. O episódio acendeu o alerta dentro do governo sobre fragilidade na base aliada e possível traição de partidos considerados estratégicos.

Diante da crise, Lula entrou em campo para tentar conter o desgaste. De acordo com interlocutores do Planalto, o presidente pediu pessoalmente que Messias permaneça no governo e evite tomar qualquer decisão precipitada. Há, inclusive, movimentações internas para que ele seja remanejado para outro cargo de peso, como o Ministério da Justiça, numa tentativa de preservar sua relevância política após a derrota.

Nos bastidores de Brasília, aliados de Messias apontam que houve uma articulação silenciosa contra sua indicação. Entre os nomes citados estariam lideranças influentes do Congresso e do Judiciário, como Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que teriam atuado para enfraquecer sua aprovação.

A derrota de um indicado presidencial ao STF expôs fissuras importantes na articulação política do governo Lula e abriu um novo capítulo de tensão entre o Palácio do Planalto, o Senado e setores do Judiciário. Internamente, já existe uma operação para identificar parlamentares da própria base que teriam votado contra o governo na sabatina.

O episódio representa não apenas um revés pessoal para Jorge Messias, mas também um duro golpe político para Lula, que vê sua capacidade de articulação ser colocada em xeque em uma das votações mais simbólicas de seu mandato.

 
 
 
 

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