Notícias

Professores da rede privada de ensino aprovam paralisação em toda a Bahia

Os professores da rede privada de ensino da Bahia aprovaram uma paralisação das atividades em todo o estado. A decisão foi tomada durante assembleia realizada nesta segunda-feira (1º) pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (SINPRO-BA) e marca mais um capítulo da campanha salarial da categoria em 2026.

De acordo com informações divulgadas após a assembleia, a suspensão das atividades está prevista para ocorrer no próximo dia 9 de junho e deverá durar durante todo o dia. A proposta foi aprovada por ampla maioria dos participantes, alcançando 91% dos votos favoráveis. A mobilização abrangerá instituições de ensino particulares de diversas regiões baianas.

A paralisação ocorre em meio às negociações da campanha salarial dos profissionais da educação básica privada. Segundo representantes do sindicato, o setor patronal estaria apresentando propostas que, além de não atenderem às reivindicações salariais da categoria, também colocariam em risco direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores.

Entre os pontos de maior preocupação apontados pelo sindicato estão possíveis alterações relacionadas à concessão de bolsas de estudo, ao período de recesso dos professores, aos percentuais destinados à qualificação profissional e à política de reajuste salarial, especialmente para os profissionais que recebem o piso da categoria.

Caso a mobilização seja mantida, milhares de estudantes da rede privada poderão ser afetados pela suspensão temporária das aulas em diferentes municípios baianos. A expectativa é que, até a data marcada para o movimento, novas rodadas de negociação ocorram entre representantes dos trabalhadores e das instituições de ensino na tentativa de evitar a paralisação.

O movimento acontece em um período de crescente pressão de categorias ligadas à educação na Bahia. Nos últimos meses, professores de universidades estaduais e redes públicas também realizaram atos e paralisações em defesa de reajustes salariais, valorização profissional e manutenção de direitos trabalhistas.

Categoria cobra valorização

Para os representantes sindicais, a discussão vai além do reajuste salarial. A categoria argumenta que a valorização dos profissionais da educação passa pela preservação de direitos e pela criação de condições adequadas para o exercício da atividade docente.

Enquanto as negociações seguem sem consenso, a paralisação aprovada pelo SINPRO-BA surge como um recado direto ao setor patronal: os professores afirmam que não aceitarão perdas de direitos nem propostas consideradas insuficientes diante das demandas apresentadas durante a campanha salarial.

A expectativa agora é pela evolução das tratativas nos próximos dias, em uma tentativa de evitar que o impasse resulte em um movimento mais amplo dentro da rede privada de ensino baiana.

 
 
 
 
 

Comentários: