Ator e diretor Gracindo Júnior morre aos 83 anos
O ator e diretor Gracindo Júnior morreu aos 83 anos, na noite desta terça-feira (1º), em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares e por amigos do artista. A causa da morte não foi divulgada.
Filho do consagrado ator Paulo Gracindo, Gracindo Júnior construiu uma carreira de mais de cinco décadas no teatro, rádio, cinema e televisão. Ele também fez parte da história da TV Globo desde os primeiros anos da emissora.
Entre seus trabalhos mais conhecidos estão as novelas “O Casarão”, “O Bem-Amado”, “A Moreninha” e “Mandala”. Em “O Casarão”, viveu João Maciel e teve a oportunidade de contracenar com o próprio pai, que interpretava o mesmo personagem em outra fase da história.
Além da atuação, Gracindo Júnior também se destacou nos bastidores. Como diretor e supervisor de produções televisivas, participou de trabalhos importantes e esteve envolvido nos primeiros videoclipes do “Fantástico”, além de produções de “Os Trapalhões”.
Uma carreira marcada pela televisão
Gracindo Júnior iniciou sua trajetória artística ainda jovem, passando pelo rádio antes de chegar à televisão. Em 1964, foi contratado pela TV Globo, antes mesmo da inauguração oficial da emissora, tornando-se parte da primeira geração de profissionais da empresa.
Durante a ditadura militar, sua carreira também foi afetada por questões políticas. Ligado ao Partido Comunista, o artista foi cassado em 1964 e teve sua atuação no rádio interrompida. Posteriormente, retomou a carreira e consolidou seu espaço na televisão brasileira.
Na TV Manchete, ganhou destaque em “Dona Beija”. Anos depois, trabalhou na Record, onde participou de produções como “Cidadão Brasileiro”, “Luz do Sol” e “Rei Davi”, interpretando o personagem Rei Saul.
No cinema, participou de mais de 20 produções. Seu último trabalho foi o filme “A Queda”, lançado em 2022.
Despedida
Segundo informações divulgadas após a morte, Gracindo Júnior estava acompanhado da esposa, Daisy Poli, e dos filhos. O velório será realizado no Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro.
Gracindo Júnior deixa como legado uma trajetória ligada a diferentes fases da televisão brasileira, desde os primeiros anos da TV Globo até produções que marcaram gerações de telespectadores.

