Lula volta atrás e elimina taxa das blusinhas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que voltou a zerar o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como o fim da “taxa das blusinhas”. A decisão começa a valer a partir desta terça-feira, 13 de maio de 2026.
A cobrança de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor havia sido implementada pelo próprio governo em 2024 e atingia diretamente consumidores que compravam em plataformas estrangeiras como Shein, Shopee e AliExpress. Mesmo com a mudança, o ICMS estadual continuará sendo cobrado sobre as compras internacionais.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, o Palácio do Planalto avaliava há semanas a revogação da taxa diante da forte rejeição popular. Integrantes do governo afirmaram que a medida busca melhorar a imagem da gestão federal e reduzir o desgaste causado pelo imposto, especialmente entre consumidores de baixa renda.
Reportagens apontam ainda que pesquisas internas do governo indicaram que a chamada “taxa das blusinhas” se tornou uma das medidas mais impopulares da atual gestão. O tributo vinha sendo alvo de críticas desde sua criação, principalmente por aumentar o custo de compras realizadas pela internet.
O governo argumenta que a decisão foi possível após avanços no programa Remessa Conforme e nas ações de fiscalização do comércio internacional. Por outro lado, setores do varejo nacional demonstram preocupação com a concorrência de plataformas estrangeiras, alegando risco de prejuízos e perda de empregos no comércio brasileiro.
Para a oposição, a medida soa como uma ação eleitoreira. Desde a criação da taxa, o governo federal passou a ser duramente criticado pelo aumento da tributação sobre compras internacionais, principalmente entre jovens e consumidores de baixa renda. Nos bastidores políticos, aliados do governo admitem que o desgaste causado pelo imposto influenciou diretamente a decisão de recuar da cobrança.

