Política

Lula pediu inelegibilidade de Bolsonaro por aumento de benefício social em 2022

Em 2022, durante a disputa presidencial contra Jair Bolsonaro (PL), a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar medidas de ampliação de benefícios sociais adotadas pelo governo federal às vésperas da eleição. A equipe do petista chegou a pedir a inelegibilidade de Bolsonaro.

Naquele ano, Bolsonaro propôs ao Congresso o aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil, que passou de R$ 400 para R$ 600. A ampliação foi viabilizada pela chamada “PEC Kamikaze”, que autorizou despesas adicionais fora do teto de gastos para bancar benefícios sociais.

A campanha de Lula sustentou, na época, que o governo Bolsonaro havia concedido benefícios financeiros de forma ilegal durante o período eleitoral e afirmou que as medidas tinham o “claro intuito de angariar votos”. A ação também citava outras iniciativas, como a antecipação de pagamentos do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás e a ampliação do número de famílias beneficiadas.

Quatro anos depois, precisamente na última terça-feira (15), a atitude do político ganhou um novo novo capítulo. Isso porquê, às vésperas das eleições, Lula anunciou um reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O valor médio também passa de R$ 675 para R$ 777.

Segundo o governo, o reajuste não tem caráter eleitoral e que o aumento será viabilizado dentro do orçamento, mesmo contestando o aumento de 4 anos atrás.

 

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