Política

Flávio Bolsonaro divulga carta dos EUA, contesta resultado eleitoral e promete liderar oposição a Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro, divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta na qual afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. No documento, o parlamentar se declara o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e acusa autoridades brasileiras de perseguição política.

A manifestação foi divulgada após a chegada de Flávio a Miami, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. Segundo o Metrópoles, a família deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e seguiu em viagem com destino aos Estados Unidos.

Na carta, Flávio Bolsonaro alega que houve fraude eleitoral e questiona a diferença de votação entre o primeiro e o segundo turno. Também critica uma decisão judicial relacionada à extensão do horário de votação e afirma que teriam ocorrido irregularidades durante a campanha eleitoral.

 

O senador ainda acusa a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin de abuso de poder político e econômico. Na avaliação apresentada por ele, as supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa vencedora.

O resultado oficial do segundo turno foi de 51,79% dos votos para Lula e 48,21% para Flávio Bolsonaro. O resultado foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por representantes da oposição, incluindo o próprio Partido Liberal.

Outro ponto central do documento são as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio acusa integrantes do Judiciário de perseguição política e afirma que teme medidas como apreensão de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica, censura e prisão domiciliar.

O senador sustenta que não cometeu crimes e que sua família estaria sendo submetida a uma situação que considera injusta. Ele também compara o cenário brasileiro a um regime de exceção e afirma que pretende continuar atuando politicamente fora do país.

 

Viagem aos Estados Unidos

A ida de Flávio ao exterior ocorreu em meio a questões judiciais. De acordo com a cobertura do Metrópoles, a saída do senador está relacionada a uma decisão judicial envolvendo a entrega de passaportes e restrições de deslocamento, no contexto de investigações.

O parlamentar afirma que não deixou o Brasil para abandonar seus eleitores, mas para preservar sua liberdade e continuar exercendo seu papel político.

Comparações históricas e mobilização da oposição

No documento, Flávio cita figuras históricas como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí, além de opositores venezuelanos, para defender sua narrativa de atuação política no exterior.

Ele também se dirige a senadores, deputados e governadores aliados, mencionando Rogério Marinho, e afirma que pretende assumir a liderança da oposição a partir dos Estados Unidos.

O senador promete divulgar uma estratégia de mobilização nos próximos dias e diz que pretende recorrer a meios pacíficos e legítimos para organizar seus apoiadores. Ao final, afirma que sua atuação política continuará até que, segundo suas palavras, o Brasil volte a ser um país livre.

Carta completa:

 

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