Banco Master pagou mais de R$ 300 milhões a advogados em 2025 e levanta questionamentos
Dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado revelam que o Banco Master declarou pagamentos de aproximadamente R$ 304,5 milhões a escritórios de advocacia ao longo de 2025. As informações constam em documentos fiscais da instituição, cujo sigilo foi quebrado no âmbito das investigações conduzidas pelo Senado.
Segundo a apuração divulgada pela CNN Brasil, os valores fazem parte das declarações de Imposto de Renda do banco e incluem repasses a diversas bancas jurídicas, levantando questionamentos sobre a natureza e a proporcionalidade dos serviços contratados.
O caso ganhou repercussão após a identificação de pagamentos expressivos a escritórios ligados a figuras públicas. Um dos pontos que mais chamou atenção envolve o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, que teria recebido cerca de R$ 40 milhões apenas em 2024, dentro de um contrato de consultoria jurídica firmado com o banco.
De acordo com os documentos, os repasses eram feitos mensalmente e faziam parte de acordos que, em alguns casos, previam valores milionários ao longo de vários anos. O escritório citado confirmou a existência de contrato com o Banco Master, mas contestou a veracidade dos valores divulgados, alegando que as informações são sigilosas e teriam sido obtidas de forma indevida.
As revelações ocorrem em meio ao avanço das investigações sobre o banco, que tem como figura central o empresário Daniel Vorcaro. A CPI busca esclarecer possíveis irregularidades financeiras, incluindo movimentações consideradas atípicas e relações com agentes públicos e privados.
Parlamentares que acompanham o caso defendem a continuidade das apurações, argumentando que os valores envolvidos indicam a necessidade de maior transparência sobre os serviços prestados e os critérios adotados nas contratações.
O caso segue em investigação e pode gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos nas próximas semanas.

