Assessores do secretário de Educação de Camaçari são acusados de pressionar professores a apoiar reeleição de candidata ao sindicato da categoria
Uma grave denúncia coloca a Secretaria de Educação de Camaçari no centro da disputa pela presidência do Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal (SISPEC). Segundo relatos, professores estariam sendo assediados e ameaçados por integrantes da assessoria do secretário de Educação, Márcio Neves, para declarar apoio à atual presidente da entidade, Sara Santiago, que disputa a reeleição.
De acordo com as denúncias, a pressão estaria sendo direcionada a profissionais da rede municipal, levantando questionamentos sobre uma possível interferência da estrutura do governo em um processo eleitoral que deveria ser conduzido com autonomia e liberdade pelos trabalhadores.
A relação política entre Márcio Neves e Sara Santiago também chama atenção. Sara foi uma das principais apoiadoras da campanha de Márcio em 2024, quando ele disputou uma vaga na Câmara Municipal. Na ocasião, os dois apareciam juntos em diversas fotografias e materiais de campanha publicados nas redes sociais. Atualmente, essas imagens não estão mais disponíveis nos perfis da sindicalista, tendo sido apagadas posteriormente.
Agora, em meio à disputa pela direção do sindicato, surgem denúncias de que integrantes da equipe do secretário estariam mobilizando professores em favor da continuidade da atual presidente.
Sara Santiago está à frente do SISPEC em um período marcado por críticas de parte da categoria à atuação da entidade. Ao longo dos últimos dois anos, a direção sindical tem sido questionada por professores que apontam um suposto alinhamento aos interesses do governo municipal, em detrimento das reivindicações e necessidades dos trabalhadores da educação.
A liberdade de escolha dos trabalhadores e a autonomia sindical são princípios fundamentais. Qualquer tentativa de constranger servidores ou utilizar relações institucionais para direcionar o resultado de uma eleição precisa ser devidamente apurada.
A reportagem deixa espaço para manifestação de Márcio Neves, Sara Santiago e da direção do SISPEC sobre as denúncias.

