PL quase dobra bancada no Senado e amplia pressão por impeachment de ministros do STF
O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada do Senado a partir de 2027. Após as eleições deste domingo (4), a legenda passou de 15 para 28 senadores, sendo 19 eleitos neste ano e outros nove que já possuem mandato.
O resultado amplia o espaço do partido na Casa e fortalece a articulação de parlamentares ligados ao bolsonarismo em torno de pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar do crescimento, o PL não terá votos suficientes sozinho para aprovar um processo de impeachment. Para o afastamento de um ministro do STF, são necessários dois terços dos votos do Senado, o equivalente a 54 dos 81 senadores.
Nova composição
O PT será a segunda maior bancada, com nove senadores. O MDB terá oito, enquanto a federação União-Progressistas ficará com 11 parlamentares. PSD e Republicanos terão cinco e seis senadores, respectivamente.
A nova composição resulta da renovação de dois terços do Senado. Ao todo, 54 das 81 cadeiras foram disputadas nas eleições de 2026, e os novos parlamentares assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.
Impeachment no STF
O impeachment de ministros do Supremo é uma das principais pautas defendidas por setores da oposição. O Senado é responsável pelo julgamento de ministros do STF em processos dessa natureza.
O tema ganhou espaço durante a campanha eleitoral e deve continuar entre as pautas de pressão da oposição na próxima legislatura. Flávio Bolsonaro (PL), eleito para o segundo turno da disputa presidencial, já defendeu a abertura de processos contra integrantes da Corte.
Além da discussão sobre o STF, o tamanho da bancada do PL também deverá influenciar a disputa pela presidência do Senado, que será definida pelos próprios parlamentares em fevereiro de 2027.
A composição final, porém, dependerá das articulações entre as diferentes bancadas, já que o PL, mesmo sendo o maior partido da Casa, não possui sozinho os votos necessários para aprovar as medidas que defende.

