Após mortes antes do Ba-Vi, PM da Bahia bane Bamor e Os Imbatíveis dos estádios por seis meses
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) decidiu punir, pelo período de seis meses, as torcidas organizadas Bamor e Os Imbatíveis (TUI). A sanção foi formalizada nesta quarta-feira (2), pelo Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (BEPE), e passa a valer a partir desta quinta-feira (3).
A medida ocorre após os graves episódios de violência registrados no dia 23 de agosto, horas antes do clássico entre Bahia e Vitória, em Salvador. Na ocasião, dois torcedores morreram durante confrontos relacionados às torcidas organizadas.
Segundo a PMBA, a decisão levou em consideração a ocorrência reiterada de episódios graves de violência envolvendo integrantes das organizadas, incluindo confrontos, atos de vandalismo, agressões físicas, utilização de artefatos explosivos e porte de armas.
Durante os seis meses de punição, as duas torcidas ficam impedidas de comparecer a eventos esportivos, sejam eles estaduais, regionais, nacionais ou internacionais, utilizando qualquer elemento que permita sua identificação como organizada.
A restrição inclui faixas, cartazes, bandeiras, vestimentas e outros materiais de identificação, além da proibição do uso de instrumentos musicais nos eventos.
Duas mortes antes do clássico
O episódio que motivou a nova punição ocorreu horas antes do Ba-Vi de 23 de agosto. O confronto terminou com as mortes de José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, apontado como integrante da Bamor, e Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos.
Além das mortes, a violência provocou ataques a ônibus do transporte público, correria, disparos de arma de fogo e utilização de artefatos explosivos em diferentes pontos de Salvador, incluindo Cajazeiras e Sete de Abril.
Seis suspeitos chegaram a ser presos em flagrante por envolvimento nas agressões e nas mortes. Posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva dos investigados.
A formalização da punição aconteceu na sede do BEPE e contou com a presença de representantes da Polícia Militar, do Ministério Público da Bahia e das duas torcidas organizadas.

