Renan Santos diz que brasileiro elegerá “300 parasitas e vagabundos” do Centrão, mas admite que precisará negociar
O candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, afirmou que os brasileiros irão eleger “pelo menos 300 parasitas e vagabundos” para o Congresso Nacional nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista à GloboNews, ao comentar a relação entre o Poder Executivo e o Centrão.
Apesar das duras críticas ao bloco político, Renan reconheceu que, caso seja eleito presidente, terá de negociar com parlamentares do Centrão para garantir a aprovação de projetos no Congresso.
“Tenho certeza que é impossível governar sem o Centrão, mas tenho de estabelecer as regras. O eleitor brasileiro vai eleger pelo menos 300 parasitas e vagabundos, e vou ter que negociar e compor com membros desses partidos”, declarou o candidato.
Segundo Renan Santos, sua experiência à frente do Movimento Brasil Livre (MBL), durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, lhe permitiu conhecer o funcionamento do Congresso Nacional. Na avaliação do candidato, um governo consegue aprovar sua agenda desde que estabeleça negociações dentro das regras democráticas.
Polêmicas durante a entrevista
Além da discussão sobre governabilidade, a sabatina também abordou declarações antigas do candidato.
Questionado sobre um vídeo em que afirma ser “machista”, Renan disse que a fala ocorreu em tom de provocação e defendeu o fortalecimento da autoridade paterna dentro da família. Segundo ele, a ausência da figura masculina contribui para a desestruturação familiar e para o ingresso de jovens na criminalidade.
A entrevista também relembrou um vídeo de 2017 em que Renan faz uma referência a estupro durante uma conversa com amigos. O candidato afirmou que a declaração foi “uma piada ruim” da qual se arrepende e disse que o episódio ocorreu em um contexto de descontração entre pessoas próximas.
As declarações repercutiram nas redes sociais e entre adversários políticos, ampliando o debate sobre o tom adotado pelo candidato durante a campanha presidencial.

