Programa Jogo Aberto Bahia prioriza conteúdo Tricolor e linha editorial vira alvo de críticas
O programa esportivo Jogo Aberto Bahia, exibido de segunda a sexta-feira ao meio-dia na Band Bahia sob o camando de Juliana Guimarães, tem sido alvo de críticas de telespectadores após passar por mudança radical em seu formato, que atingiu tanto o time de comentaristas quanto, de forma visível, a linha editorial.
Segundo relatos publicados nas redes sociais, a redução da participação de radialistas e colunistas esportivos diminuiu a diversidade de opiniões, característica tradicional desse tipo de programa.
Em contrapartida, a permanência de Nelsinho Góes e Jailson Baraúna, ambos identificados como torcedores do Esporte Clube Bahia, tem refletido diretamente no conteúdo exibido. De acordo com avaliações recorrentes do público, cerca de 60% do tempo do programa tem sido dedicado ao Bahia, com análises extensas, notícias e debates prolongados.
Há relatos de telespectadores que afirmam ter assistido a edições em que o Vitória foi mencionado apenas nos minutos finais, sem aprofundamento, o que tem levantado questionamentos sobre o equilíbrio da cobertura esportiva proposta pela atração.
Para Josué Nazaré, editor do site Orlanews, embora o Bahia viva um momento de maior evidência esportiva e financeira, o compromisso de um programa regional deve ir além do volume de notícias. “A percepção de parcialidade compromete a credibilidade e pode afastar parte da audiência, sobretudo torcedores do Vitória, que relatam não se sentirem contemplados pelo atual formado do programa”, afirmou.
Mesmo sem dados atualizados de audiência, não é possível mensurar o impacto direto das mudanças. Ainda assim, a insatisfação de parte do público é perceptível. Mantido o atual direcionamento, o Jogo Aberto Bahia corre o risco de perder relevância entre torcedores que buscam uma cobertura mais equilibrada e representativa do futebol baiano.

