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Trabalhadores da Coelba e terceirizados denunciam precarização e risco de apagão no Carnaval

A crise entre os trabalhadores da Coelba e as empreiteiras que prestam serviços à empresa se agrava a cada dia. Enquanto os empregados próprios enfrentam denúncias de assédio moral, pressão excessiva e descumprimento de acordos coletivos, os trabalhadores terceirizados relatam graves violações trabalhistas sem qualquer intervenção efetiva da companhia para garantir melhores condições.

Denúncias dos terceirizados

Os trabalhadores das empresas contratadas pela Coelba denunciam uma série de irregularidades, entre elas:

  • Férias atrasadas há três anos – Funcionários seguem sem o devido descanso, acumulando jornadas exaustivas.

  • FGTS não depositado – Recursos que garantem segurança financeira no futuro estariam sendo retidos ilegalmente.

  • Falta de plano de saúde – Trabalhadores ficam sem assistência médica, comprometendo seu bem-estar.

  • Ausência de transporte e alimentação – Custos antes cobertos passaram a ser arcados pelos próprios funcionários, reduzindo sua renda real.

Problemas enfrentados pelos funcionários da Coelba

Além dos terceirizados, os próprios empregados da Coelba também enfrentam dificuldades, como:

  • Assédio moral e pressões abusivas – Relatos de perseguições e cobranças excessivas.

  • Descumprimento de acordos coletivos – Direitos negociados com o sindicato não estariam sendo respeitados.

  • Falta de recursos e frota adequada – Trabalhadores são obrigados a usar celulares pessoais para atividades de trabalho e enfrentam dificuldades no deslocamento para serviços emergenciais devido à precariedade da frota.

Risco de apagão durante o Carnaval

Diante da insatisfação dos trabalhadores e da possibilidade de paralisações, cresce o temor de que os serviços de manutenção e operação da rede elétrica sejam afetados. Com a alta demanda de energia durante o Carnaval, a Bahia pode enfrentar problemas no fornecimento caso a Coelba não resolva as reivindicações.

A empresa registrou um lucro de R$ 5 bilhões em 2024, acumulando aumentos consecutivos nos últimos cinco anos. No entanto, os trabalhadores denunciam que, apesar dos ganhos bilionários, a empresa continua reduzindo benefícios e negando direitos.

Protesto em Pirajá

Na manhã da última quinta-feira (21), funcionários da empresa Dynamo, prestadora de serviços para a Coelba, realizaram uma mobilização na base de Pirajá, bloqueando a unidade em protesto. O ato teve como objetivo pressionar a empresa a reconhecer os direitos dos trabalhadores e abrir um canal de negociação.

Exigências:

  • Cumprimento imediato das obrigações trabalhistas;

  • Melhoria das condições de trabalho e fim do assédio moral;

  • Fornecimento de equipamentos e estrutura adequados;

  • Respeito aos direitos adquiridos e diálogo com os sindicatos.

A situação exige atenção da sociedade, pois a precarização do trabalho pode afetar diretamente a qualidade do serviço prestado à população. Caso a Coelba não tome medidas imediatas, o risco de apagão durante o Carnaval torna-se uma ameaça real.

OrlaNews

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