Tensão no Nordeste de Amaralina: viatura do Batalhão Apolo é atingida por pedra durante operação policial
O clima de tensão no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, se intensificou nesta terça-feira (3), quando uma viatura do Batalhão Apolo da Polícia Militar da Bahia foi atingida por uma pedra, arremessada por um delinquente não identificado durante uma operação policial na região.
O incidente aconteceu em meio a uma ação das forças de segurança que já enfrentam forte resistência de criminosos nas ruas do bairro, onde a facção Comando Vermelho (CV) atua com presença expressiva.
Segundo informações policiais, o veículo estava em patrulhamento quando foi surpreendido pelo arremesso da pedra, que quebrou o vidro do veículo. Não há relatos de feridos no episódio, mas o fato reforça a escalada de confrontos entre agentes públicos e grupos armados na área.
O episódio ocorre no mesmo dia em que a região viveu fortes confrontos entre policiais e criminosos, resultando na morte do cabo Glauber Rosa Santos, de 42 anos. O militar foi baleado na cabeça durante uma operação no início desta terça-feira e, depois de ser socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), não resistiu aos ferimentos.
Familiares e colegas de farda lamentaram a morte do policial, que atuava na corporação desde 2009 e deixa esposa e filhos. A Polícia Militar divulgou nota de pesar pelo falecimento do cabo e reafirmou que as ações de resposta aos ataques continuarão até que os responsáveis sejam identificados e presos.
Diante dos ataques, unidades especializadas da corporação, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Patamo, Rondesp Atlântico e o Grupamento Aéreo (Graer), foram mobilizadas para reforçar as ações na área. O objetivo, segundo a PM, é localizar os responsáveis pelas agressões e restabelecer a ordem naquele setor da capital baiana.
Por causa da insegurança, diversos ônibus que circulam na região deixaram de entrar no bairro, e moradores têm relatado medo e apreensão devido ao clima de confronto constante entre facções criminosas e a polícia.
Moradores do Nordeste de Amaralina expressam preocupação com a escalada de violência, enquanto líderes comunitários e autoridades cobram ações mais efetivas de prevenção e segurança pública. Integrantes da polícia afirmam que as operações continuarão em toda a área até que haja êxito em neutralizar as ameaças e restabelecer a tranquilidade.
Até o fechamento desta edição, não havia confirmação da prisão de suspeitos ligados ao ataque, nem informações oficiais sobre possíveis mudanças nas estratégias operacionais para os próximos dias.

