Prefeitura de Camaçari concentra comemorações do Dia das Crianças na sede
Neste domingo (12), a Prefeitura de Camaçari promoveu uma grande festa em comemoração ao Dia das Crianças, transformando a Praça da Simpatia, na sede do município, no chamado “Parque dos Sonhos – Um mundo mágico feito para sonhar e brincar”. O evento contou com atrações musicais, oficinas artísticas, pintura facial, distribuição de brinquedos e diversos espaços lúdicos, em uma atmosfera de encantamento e diversão para o público infantil.
Apesar da ampla divulgação e da estrutura montada no centro da cidade, o que se viu mais uma vez foi a falta de atenção com as comunidades da orla, que ficaram completamente esquecidas pela gestão municipal. Moradores de localidades como Vila de Abrantes, Arembepe, Jauá, Barra do Jacuípe, Monte Gordo e outras regiões litorâneas lamentaram pela falta de iniciativa do poder público na celebração da festa.
A concentração de todas as ações na sede repete um padrão que tem se tornado comum na administração do prefeito Elinaldo Araújo (União Brasil): a centralização de eventos e serviços públicos no centro urbano, deixando de fora as comunidades mais afastadas, justamente onde também há carência de políticas sociais e espaços de lazer.
Enquanto as crianças da sede puderam desfrutar de brinquedos, oficinas e shows musicais, os pequenos da orla se contentaram com atividade recreativa de eventos isolados de políticos locais, mas sem a devida atenção da prefeitura de Camaçari, que administra a região. Para Josué Nazaré, morador da Vila de Abrantes, a prática do governo é recorrente e evidencia algo que já se tornou comum no município. “É triste perceber que nossas crianças só são lembradas em época de eleição para atingir a sensibilidade dos adultos na hora de votar. Fora disso, parece que a orla não faz parte de Camaçari”, desabafou o morador.
Com o slogan de “um mundo mágico feito para sonhar e brincar”, o evento na Praça da Simpatia encantou quem pôde participar, mas também escancarou a distância entre o discurso de inclusão e a realidade das comunidades esquecidas.

