Política

Racha no União Brasil: Ministro do Turismo sinaliza apoio a Lula em 2026 e nega presença em evento de pré-candidatura de Caiado

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), acendeu um debate político ao defender publicamente o apoio de seu partido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. A declaração ganhou força após Sabino confirmar que não participará do lançamento da pré-candidatura presidencial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), marcado para 4 de abril, em Salvador.

A decisão de Sabino, que integra o primeiro escalão do governo Lula, reflete tensões internas no União Brasil, partido que busca equilibrar alianças com o Planalto e projetos próprios para 2026. O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, também filiado ao União Brasil e atualmente licenciado do mandato de deputado federal, endossou publicamente a postura do colega, reforçando a divisão na legenda.

A articulação pró-Lula no partido ganhou ainda o reforço de Waldez Góes (PDT), ministro da Integração e Desenvolvimento Regional. Apesar de ser do PDT, Waldez foi indicado ao cargo pelo presidente do Senado, David Alcolumbre (União Brasil), que também se distanciou de Caiado: ele recusou o convite para o evento em Salvador, argumentando que “é muito cedo para definições” sobre 2026.

Caiado busca espaço, mas enfrenta resistências
A ausência de nomes centrais do União Brasil no lançamento de sua pré-campanha coloca Caiado em um cenário delicado. O governador, que tenta consolidar uma imagem nacional, terá de negociar apoio dentro de um partido cuja cúpula sinaliza preferência por manter a aliança com o governo federal.

Contexto eleitoral
A movimentação ocorre em um momento de incertezas sobre o cenário presidencial de 2026. Enquanto Lula ainda não confirmou se buscará a reeleição, partidos de centro e de direita, como o União Brasil, tentam definir estratégias entre apoiar o Planalto ou lançar um nome próprio. A postura de Sabino e Alcolumbre indica que, por ora, a ala majoritária do partido prefere não romper com o governo, mantendo canais abertos para eventuais acordos.

O evento em Salvador, portanto, poderá revelar não apenas a força de Caiado, mas também os limites de sua influência dentro do próprio partido. Enquanto isso, o Palácio do Planalto observa com atenção os desdobramentos, sinalizando que a base aliada de Lula pode ganhar novos contornos nos próximos meses.

Matéria editada

OrlaNews

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