Primo de ACM Neto critica falta de articulação do político na oposição baiana
O desalinhamento da oposição na Bahia voltou ao centro do debate político. Desta vez, o empresário Luís Eduardo Magalhães Neto, neto do falecido deputado Luís Eduardo Magalhães, criticou a falta de unidade no grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). Segundo ele, a desorganização tem enfraquecido o bloco oposicionista no estado.
As declarações surgiram após críticas do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), à condução política de ACM Neto.
O prefeito afirmou que, em vez de buscar coesão, figuras da oposição têm atacado possíveis aliados. A crítica foi endossada pelo deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), que também questionou a liderança do ex-prefeito: “Isso é da natureza dele, é da personalidade, é uma queixa do mundo político. […] Eu estava presente na maior carreata da campanha de ACM Neto, o esforço que Júnior fez, e depois não houve uma ligação”, afirmou.
Luís Eduardo Magalhães Neto reforçou a crítica, lamentando a falta de comunicação dentro do grupo oposicionista: “Figuras do grupo são mobilizadas para atacar aliados, enquanto ninguém parece ter espaço. Ninguém recebe o que deveria ser o mais simples: uma ligação, um espaço na agenda”.
Ele também comparou o atual cenário da oposição à era do avô e do bisavô, os ex-líderes políticos Luís Eduardo Magalhães e Antonio Carlos Magalhães (ACM). Para ele, a Bahia sente falta de líderes que saibam articular, construir bases sólidas e manter o diálogo aberto com aliados e eleitores. “A Bahia carece de líderes como Antonio Carlos Magalhães, o original, e Luís Eduardo Magalhães. Líderes que eram capazes de formar bancadas fortes, dividir bases eleitorais e atrair mentes brilhantes tanto do setor público quanto do privado, garantindo vitórias em eleições majoritárias”, pontuou.
As críticas evidenciam o desgaste da oposição baiana e levantam dúvidas sobre o futuro do grupo, que busca se reestruturar após a derrota de ACM Neto para Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2022.