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Músico de Camaçari relata tratamento hostil da Coordenação de Eventos após dois meses sem receber pagamento de apresentações

Um músico de Camaçari fez um forte desabafo após passar meses sem receber o pagamento de apresentações realizada em eventos promovidos pela Prefeitura Municipal. Segundo os relatos do artista, identificado como Juliano, alguns profissionais chegam a esperar mais de 60 dias para receber os cachês, mesmo após cumprirem todas as exigências burocráticas exigidas pela gestão pública.


No vídeo que circula nas redes sociais, o artista local expõe a insatisfação com o tratamento dado pela diretora da Coordenação de Eventos, Aline Marques, responsável pela contratação e organização das atrações culturais da atual gestão no município. Nas imagens, o artista afirma que o problema não é isolado e atinge diversos profissionais que dependem exclusivamente da música como fonte de renda.

“Quando a gente toca, cumpre o contrato, entrega nota, documentação, tudo certinho. Mas na hora de receber, é sempre essa novela. Dois meses, três meses, e ninguém dá uma resposta concreta”, relata um dos artistas.

Ainda segundo os músicos, a falta de informações claras e de prazos definidos agrava a situação. Muitos afirmam que, ao procurar a coordenação, recebem apenas justificativas genéricas, sem previsão real de pagamento.


O atraso impacta diretamente a vida financeira dos profissionais, que precisam arcar com despesas de transporte, alimentação, manutenção de instrumentos e contas pessoais. “A gente não vive de aplauso, vive de pagamento. Enquanto isso, as contas não esperam”, desabafa outro músico.

A situação levanta questionamentos sobre a valorização da cultura local e a forma como os artistas de Camaçari são tratados pelo poder público. Apesar de a prefeitura utilizar músicos da própria cidade em sua programação oficial, os profissionais afirmam que não há o mesmo compromisso na contrapartida financeira.


Até o momento, não há posicionamento oficial da Coordenação de Eventos ou da Prefeitura de Camaçari sobre os atrasos relatados pelo músico.

A denúncia reacende o debate sobre a precarização do trabalho artístico e a necessidade de maior transparência e respeito aos profissionais da cultura no município.

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