MPBA, Prefeitura de Salvador e Green Eletron promovem campanha para estimular coleta de pilhas usadas na capital baiana
Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Reciclagem, o Ministério Público da Bahia, em parceria com a Prefeitura de Salvador e a Green Eletron, lançou uma campanha de conscientização voltada para o descarte adequado de pilhas e baterias usadas. O objetivo é sensibilizar a população da capital baiana sobre a importância da logística reversa e reduzir o impacto ambiental desses resíduos.
Como parte da mobilização, uma ação especial será realizada na próxima quarta-feira (14), das 9h às 16h, na Estação da Lapa. A coleta será aberta ao público e visa reforçar os cerca de 200 pontos fixos de entrega já disponíveis em farmácias e supermercados da cidade.
De acordo com a promotora de Justiça de Meio Ambiente e Urbanismo de Salvador, Hortênsia Pinho, a baixa adesão ao descarte correto preocupa. “Salvador tem um baixíssimo índice de devolução de pilhas e um elevado consumo. A entrega é fácil e sem custos. Basta levar a pilha usada até uma farmácia ou supermercado que possui o ponto de coleta”, afirmou.
Os números comprovam a urgência do alerta: em 2024, Salvador recolheu apenas 870 kg de resíduos eletroeletrônicos, um dos menores volumes proporcionais entre as capitais do país. A título de comparação, Recife — com quase metade da população — recolheu quase seis vezes mais, totalizando 4.970 kg no mesmo período.
A campanha, que terá duração de 15 dias e será veiculada em outdoors e painéis espalhados pela cidade, também destaca a expansão dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). Desde janeiro, foram instalados seis novos PEVs em estações de metrô — Águas Claras, Pirajá, Acesso Norte, Pituaçu, Mussurunga e Aeroporto (em Lauro de Freitas).
Serão aceitas pilhas comuns, alcalinas, recarregáveis e baterias portáteis. Todo o material recolhido será destinado a processos de reciclagem conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que responsabiliza fabricantes e revendedores pela logística reversa desses produtos.
Apesar dos avanços na estrutura de coleta, os dados mostram que Salvador ainda precisa vencer a apatia coletiva diante de um problema ambiental crescente. O desafio vai além da disponibilização de pontos de descarte: passa também pela educação ambiental e pelo engajamento efetivo da população.

