Notícias

Incêndio atinge pavilhão na COP30 em Belém

Um incêndio atingiu, na manhã desta quinta-feira (20/11), o pavilhão dos países na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada no Parque da Cidade, em Belém (PA). As chamas começaram na área central do espaço conhecido como Blue Zone, local onde ocorrem negociações oficiais, encontros de líderes e painéis de países participantes. Toda a área foi imediatamente evacuada.

Segundo a organização, ninguém ficou ferido. Equipes de bombeiros e seguranças isolaram o setor atingido e atuaram rapidamente para conter o avanço das chamas. O local permanece monitorado.

Um dos participantes, Marcelo Rocha, relatou que estava entre o pavilhão da África e o espaço Climate Live – Entertainment and Culture quando houve uma queda de energia, seguida do início do fogo. Segundo ele, muitos participantes correram para deixar a área assim que perceberam o incêndio.

Informações iniciais indicam a possibilidade de um curto-circuito. Preventivamente, o sistema elétrico do pavilhão foi desligado. A causa oficial, no entanto, só deverá ser confirmada após a avaliação técnica das equipes responsáveis.

Em coletiva de imprensa, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que “a prioridade é a segurança das pessoas” e destacou que o incêndio já estava totalmente contido no momento do pronunciamento. O ministro reforçou que apenas os especialistas poderão apontar a origem das chamas: “Pode ter sido um curto-circuito, mas quem vai dizer isso são os técnicos”.

A organização da COP30 reiterou que o episódio não deixou feridos e que todas as medidas de segurança foram adotadas rapidamente.

A COP30 ocorre desde o dia 10 de novembro e reúne autoridades, delegações internacionais e especialistas para discutir temas como adaptação climática, financiamento, transição justa e o futuro dos combustíveis fósseis. 

Apesar da dimensão da COP30 na Amazônia, o evento tem enfrentado críticas que mancharam sua primeira semana. Delegações e participantes relataram problemas de infraestrutura, como calor excessivo nos pavilhões, falhas no ar-condicionado, filas longas e pontos com falta de água.

Organizações indígenas também denunciaram dificuldade de acesso aos espaços de negociação e o que classificam como uma postura excessivamente restritiva da segurança. Há ainda queixas sobre o alto custo da hospedagem em Belém e a sobrecarga na rede hoteleira. Somam-se a isso críticas de ambientalistas quanto à lentidão nas negociações sobre financiamento climático e à possibilidade de “greenwashing” em discursos oficiais.

 
 

Comentários: