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Estudantes de Salvador têm até o final de março para revalidar o cartão de meia-passagem

Mais de 115 mil estudantes da capital baiana precisam correr contra o tempo para revalidar seus cartões de meia-passagem, que se encerram no próximo dia 31 de março. Caso contrário, ficarão impossibilitados de comprar créditos ou utilizar os já adquiridos no sistema Salvador Card. O procedimento, que é fundamental para garantir o acesso ao desconto no transporte público, vem acompanhado de uma taxa de $ 11,20 para cada estudante.

Para efetivar a revalidação, é necessário apresentar o comprovante de matrícula ou recibo de pagamento da mensalidade, além de quitar a taxa imposta pela Prefeitura. O processo pode ser realizado presencialmente nos postos do Salvador Card localizados nos terminais da Lapa, Pirajá, Mussurunga, Acesso Norte e no Shopping da Gente, além da opção digital pelo aplicativo kim+.

O benefício é garantido a estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e até mesmo pós-graduandos, desde que estejam matriculados em instituições cadastradas no sistema e frequentem regularmente as aulas.

 

A taxa de revalidação

Segundo a prefeitura de Salvador, a obrigatoriedade da revalidação para evitar fraudes é compreensível. No entanto, a imposição de uma taxa anual levanta críticas. Para muitas famílias de baixa renda, especialmente aquelas com mais de um estudante, o valor pode representar um peso financeiro extra. Se considerarmos os mais de 115 mil alunos que precisam renovar o cartão, a arrecadação com essa taxa ultrapassa R$ 1,2 milhão pelo arrecadador.

Além disso, não há clareza sobre a destinação desses recursos. Se o objetivo é cobrir custos administrativos, por que esse valor não está embutido na operação do próprio sistema de transporte, que já conta com subsídios públicos e tarifas pagas diariamente pelos usuários? Outras capitais garantem a revalidação gratuita ou com valores simbólicos, reforçando a questão sobre a necessidade dessa cobrança em Salvador.

Em um momento em que a mobilidade urbana e o acesso à educação deveriam ser prioridades, essa taxa se torna um obstáculo adicional para estudantes que dependem do transporte público. Diante disso, cabe à Prefeitura reavaliar essa cobrança e buscar alternativas que garantam a transparência e a justiça no acesso ao benefício.

OrlaNews

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