Deputados do PSOL trocam farpas e expõem crise interna no comando do partido
Uma divisão dentro do PSOL ganhou novos capítulos com trocas de xingamentos e ofensas pesadas entre deputados do próprio partido. Nos bastidores, os parlamentares têm se referido uns aos outros com termos como “mentiroso”, “imaturo” e “palhaço”, expondo um clima de tensão que há tempos se desenha na legenda.
No atual cenário, o debate gira em torno do apoio ao governo Lula. De um lado, a ala majoritária, liderada por Guilherme Boulos e composta por oito deputados, defende uma aliança como uma estratégia para conter o avanço da posição ao governo petista. Do outro, uma minoria de cinco parlamentares, entre eles Glauber Braga (PSOL-RJ), critica o que considera um alinhamento excessivo ao petismo, que estaria comprometendo as bandeiras ideológicas do partido.
As divergências não são novidade no PSOL, mas agora o desgaste se tornou mais visível. Enquanto os críticos mais duros optam pelo anonimato, aqueles que se manifestam publicamente usam um tom mais moderado, mas admitem que a crise interna prejudica a imagem do partido.
O conflito reflete um dilema que acompanha o PSOL há anos: manter-se como uma força independente ou ceder às alianças estratégicas por espaço no governo, se igualando a outros partidos aliados, que juntam por troca de cargos.