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Deputado do PT agride colega em sessão que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que apura fraudes nas aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi interrompida nesta quinta-feira (26), após uma agressão física entre parlamentares durante um intenso debate no plenário.

O episódio aconteceu logo após a aprovação de uma série de requerimentos, incluindo a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, medida que vinha sendo alvo de forte disputa política.

Segundo imagens que circulam nas redes sociais e trechos de transmissão da sessão, o deputado Rogério Correia (PT-MG) e o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) se envolveram em um confronto físico no plenário. Durante o tumulto, Correia desferiu um tapa no rosto de Lima em meio a empurra-empurra generalizado. Em seguida, o parlamentar do Novo teria partido para cima de Correia, que acabou caindo no chão.

A confusão foi grande a ponto de suspender a sessão por cerca de 15 minutos para que a situação se acalmasse antes da retomada dos trabalhos.

Pedido de desculpas e justificativa

Ao retornar à sessão, Rogério Correia pediu a palavra para admitir ter atingido o colega e se desculpar publicamente, defendendo que a sua reação aconteceu em meio ao empurra-empurra e que ele próprio teria sido agredido antes de atingir o deputado do Novo. “Eu realmente atingi o deputado, eu peço desculpas. Eu fiz em um momento em que também fui empurrado e fui agredido…”, afirmou, alegando legítima defesa.

Por sua vez, Luiz Lima afirmou que foi alvo de um soco, e não apenas de um tapa, reafirmou que foi atingido e lembrou de episódios anteriores em que parlamentares petistas já haviam sido envolvidos em confrontos físicos no âmbito do Congresso.

Repercussão política

O episódio já começa a gerar reação de partidos e bancadas. O partido Novo anunciou que vai apresentar uma representação formal contra Rogério Correia no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, com o objetivo de que sejam avaliadas medidas disciplinares e possivelmente a suspensão do mandato do parlamentar em razão da agressão.

Analistas e líderes partidários dizem que o caso pode alimentar ainda mais a tensão entre a base governista e oposição, em um momento de intensas disputas no Congresso Nacional sobre pautas que envolvem investigações sensíveis e temas de grande repercussão pública.

 

 

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