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Brasil termina 2025 fora das 10 maiores economias do mundo

O Brasil encerrou o ano de 2025 fora da lista das dez maiores economias do planeta, ficando na 11ª posição no ranking mundial elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). A mudança de colocação foi confirmada nesta terça-feira (3) e marca um recuo em relação ao ano anterior.

Segundo o levantamento, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em valores nominais alcançou US$ 2,268 trilhões no ano passado. Com esse resultado, o país foi ultrapassado pela Rússia, que subiu no ranking após forte valorização de sua moeda, o rublo, e também deixou o Canadá para trás.

Crescimento econômico positivo, mas insuficiente

Apesar do recuo na posição global, os dados oficiais mostram que a economia brasileira cresceu em 2025. Conforme os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB avançou 2,3% em relação a 2024, totalizando R$ 12,7 trilhões em valores correntes — mantendo o país em trajetória de expansão pelo quinto ano consecutivo.

O desempenho positivo foi puxado pelo setor agropecuário, que registrou alta de 11,7%, impulsionado por safras recordes de soja e milho. Os setores de serviços e indústria também cresceram, embora em ritmo mais moderado: 1,8% e 1,4%, respectivamente.

No quarto trimestre, porém, a economia brasileira mostrou sinais de desaceleração, com variação de apenas 0,1% em comparação ao trimestre anterior — um desempenho que coloca o país em 39º lugar em crescimento trimestral quando comparado a outras economias mundiais.

Fatores que explicam a queda no ranking

Especialistas ouvidos pela CNN Brasil destacam que a perda de posição no ranking global não foi necessariamente causada por um desempenho ruim da economia brasileira, mas sim pela valorização mais intensa da economia russa em 2025. A forte alta do rublo — perto de 40% — elevou o valor do PIB da Rússia em dólares, o que contribuiu para que o país superasse o Brasil no ranking.

Ainda assim, economistas ressaltam que o Brasil enfrenta desafios estruturais que limitam seu crescimento sustentado. Entre os fatores citados estão a persistente volatilidade cambial, baixo nível de investimento e dificuldades em aumentar a produtividade.

Contexto das projeções futuras

A expectativa de analistas é que o Brasil demore alguns anos para recuperar posição entre as dez maiores economias mundiais. Projeções de diversas instituições financeiras e de mercado apontam que o país pode manter um ritmo de expansão moderado, porém inferior ao observado em economias emergentes mais dinâmicas.

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