Arbitragem volta a ser questionada após lances polêmicos em finais consecutivas de Ba-Vi vencidas pelo Bahia
As finais do Campeonato Baiano de 2025 e 2026, ambas conquistadas pelo Bahia diante do Vitória, ficaram marcadas não apenas pelo resultado esportivo, mas também por polêmicas envolvendo a arbitragem. Em dois anos consecutivos, episódios envolvendo atletas tricolores levantaram questionamentos sobre possíveis omissões disciplinares dos árbitros, sobretudo em lances interpretados por parte da torcida e dirigentes rubro-negros como agressões passíveis de expulsão.
Na final do último sábado (7), um lance deixou especialistas perplexos com o ato de violência do zagueiro Lucas Mingo. No lance, o defensor tricolor, tenta acertar a bola e aplica pratecamente um golpe em cheio entre a perna e a cintura do atacante Matheuzinho, do Vitória. Ao revisar o a falta, o árbitro Wilson Pereira Sampaio e o VAR, aliviaram para a agressão e aplicaram apenas o cartão amarelo, em um lance passível de expulsão, pelo excesso de força e violência contra o adversário.
O episódio ganhou ainda mais repercussão quando a própria FBF divulgou o áudio da cabine do VAR. Na comunicação, os árbitros de vídeo entenderam que houve apenas um movimento de “testa com testa”, sem ação suficiente para cartão vermelho.
A interpretação não convenceu o clube rubro-negro, que sustentou que o lance caracterizava agressão.
A repetição de situações semelhantes em finais consecutivas fez crescer a percepção entre setores do futebol baiano de que faltou rigor disciplinar da arbitragem em episódios de violência dentro de campo, sobretudo em partidas decisivas.
Especialistas em arbitragem costumam lembrar que agressões sem disputa direta de bola são passíveis de cartão vermelho, conforme as regras (FIFA). Entretanto, a interpretação sobre intensidade, intenção e contexto do lance costuma variar entre árbitros e equipes de VAR.
No caso dos Ba-Vis decisivos recentes, a ausência de punição mais severa em lances considerados violentos alimentou a narrativa de inconsistência na aplicação do protocolo disciplinar, especialmente em um dos clássicos mais intensos do futebol brasileiro.
Nos casos de 2025 e 2026, a combinação entre lances polêmicos, ausência de expulsões e vitória do mesmo clube nas duas decisões ampliou o debate entre torcedores e dirigentes sobre o papel da arbitragem nos resultados das finais.
Se dentro de campo o Bahia comemorou os títulos estaduais, fora dele permanece a discussão sobre até que ponto decisões arbitrais contestadas podem influenciar a narrativa e a percepção de justiça nas decisões do futebol baiano.

