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Casas Bahia fecha 298 lojas em todo o país e demite cerca de 1,9 mil funcionários

O Grupo de varejo Casas Bahia, iniciou uma das maiores reduções de sua estrutura física nos últimos anos. Entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14) de agosto, a varejista fechou 298 lojas em diferentes regiões do Brasil e promoveu o desligamento de aproximadamente 1,9 mil funcionários.

A informação foi inicialmente apurada pelo jornal Valor Econômico e confirmada por diferentes veículos de imprensa. O número de lojas encerradas representa cerca de 28,7% das pouco mais de mil unidades físicas que a companhia mantinha no país.

Os cortes fazem parte de um amplo processo de reestruturação financeira e operacional, adotado pela empresa diante de uma sequência de resultados negativos e da necessidade de reduzir despesas.

Cortes começaram na quinta-feira

De acordo com as informações divulgadas, cerca de 600 funcionários foram desligados na quinta-feira (13). Outros aproximadamente 1,3 mil foram dispensados na sexta-feira (14).

Fontes ouvidas pelo Valor Econômico indicam, porém, que o processo ainda pode resultar em novos desligamentos e que o número total de demissões poderá chegar a aproximadamente 3 mil trabalhadores.

A reestruturação chegou com força à Bahia. Em Salvador e região metropolitana, 12 lojas das Casas Bahia tiveram as atividades encerradas, segundo levantamento do jornal A Tarde. Entre as unidades afetadas estão lojas localizadas em diferentes pontos da capital, inclusive em shopping centers.

Também foram registradas unidades fechadas em outras cidades baianas. O movimento faz parte da estratégia nacional de redução da quantidade de pontos físicos e concentração dos esforços da companhia em operações consideradas mais eficientes.

A decisão ocorre em um momento delicado para as finanças da companhia. No primeiro trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão, resultado pressionado principalmente pelas despesas financeiras e pelo cenário de juros elevados. No mesmo período do ano anterior, o prejuízo havia sido de R$ 408 milhões.

Apesar do resultado negativo, alguns indicadores operacionais apresentaram melhora. A receita líquida cresceu 6,1%, alcançando aproximadamente R$ 7,4 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado chegou a R$ 597 milhões.

O comércio eletrônico também vem ganhando importância na estratégia da empresa. A receita bruta das vendas online avançou cerca de 24% no primeiro trimestre, enquanto as vendas das lojas físicas registraram queda de aproximadamente 1,8%.

A redução da rede física sinaliza uma mudança na estratégia da Casas Bahia, que busca adequar sua estrutura ao comportamento atual do consumidor.

Os resultados do primeiro trimestre mostraram crescimento do e-commerce, enquanto a operação das lojas físicas apresentou desempenho mais fraco. A companhia também vinha adotando medidas para reduzir o endividamento e melhorar a geração de caixa.

A estratégia, portanto, combina redução de custos, fechamento de lojas com menor desempenho e fortalecimento dos canais digitais.

O desafio agora será fazer com que uma estrutura física menor consiga gerar maior eficiência sem comprometer a presença da marca em mercados importantes.

A Casas Bahia ainda enfrenta o impacto dos prejuízos acumulados e de um ambiente financeiro considerado desafiador. Ao mesmo tempo, os avanços no comércio eletrônico e a redução da dívida indicam que a companhia tenta equilibrar o processo de recuperação com a manutenção das vendas.

A reestruturação marca, assim, uma nova fase para uma das marcas mais tradicionais do varejo brasileiro, com menos lojas físicas e uma aposta cada vez maior no ambiente digital.

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