Por falta de prova, Justiça determina soltura de ginecologista suspeito de gravar paciente em consulta
A Justiça da Bahia determinou a soltura do médico ginecologista investigado sob suspeita de ter gravado imagens de uma paciente durante atendimento em Salvador. A decisão foi tomada após o entendimento de que, até o momento, não foram apresentados elementos suficientes que comprovassem a prática do crime atribuído ao profissional.
O caso ganhou repercussão após a denúncia feita por uma paciente, que levantou suspeitas sobre a utilização de um equipamento eletrônico durante a consulta médica. A partir da acusação, o médico foi conduzido à delegacia e o material utilizado por ele passou a ser analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Durante a audiência de custódia, a magistrada responsável pelo caso avaliou os elementos reunidos até o momento e concluiu que não havia provas concretas que justificassem a manutenção da prisão do profissional, optando pela concessão da liberdade provisória.
Apesar da soltura, o inquérito policial continua em andamento e os equipamentos apreendidos deverão passar por perícia técnica, que poderá esclarecer se houve ou não a gravação de imagens da paciente durante o atendimento.
A defesa do médico sustenta a inocência do profissional e afirma que ele está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Já a paciente segue sendo acompanhada pelas autoridades competentes no decorrer do processo.

