Política

CGU manda Itamaraty abrir lista de hóspedes em residências oficiais do Brasil no exterior

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgue a lista de hóspedes das residências oficiais brasileiras no exterior. Segundo a decisão do órgão assinada pela secretária nacional de Transparência e Acesso à Informação, Lívia Oliveira Sobota, o Itamaraty terá prazo de 90 dias para fornecer os dados referentes a agentes públicos e convidados particulares que tenham viajado ao exterior com recursos públicos.

O caso ganhou repercussão após o Ministério das Relações Exteriores negar inicialmente o acesso às informações, alegando que o pedido seria “desproporcional” e poderia comprometer o funcionamento do órgão. A CGU, no entanto, entendeu que os registros já existem e que não haveria necessidade de produção de novas informações, reforçando o princípio da transparência pública.

Entre os hóspedes citados nas reportagens estão a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o humorista Fábio Porchat, que teriam utilizado residências oficiais brasileiras no exterior em ocasiões distintas. Pela decisão da CGU, informações sobre viagens custeadas com recursos públicos deverão ser divulgadas, enquanto hóspedes privados sem vínculo com despesas públicas poderão permanecer sob sigilo.

O tema também chegou à Câmara dos Deputados. Um requerimento protocolado pelo deputado federal Evair Vieira de Melo cobra explicações do Itamaraty sobre critérios de hospedagem, custos das residências oficiais e eventual uso das estruturas públicas por pessoas sem vínculo institucional direto com o governo.

De acordo com informações obtidas via Siga Brasil, os gastos com a manutenção de embaixadas e residências oficiais brasileiras no exterior somaram pelo menos R$ 240,5 milhões em 2025, incluindo despesas com aluguel, manutenção, serviços e pessoal.

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