Justiça obriga circulação de 60% da frota durante greve de ônibus em Salvador
Além disso, a Prefeitura de Salvador informou que colocará em operação os 180 veículos do Sistema de Transporte Complementar (STEC) para tentar amenizar os transtornos provocados pela paralisação.
A greve foi confirmada pelo Sindicato dos Rodoviários após mais uma rodada de negociações sem acordo entre trabalhadores e empresários. Segundo a categoria, as conversas se arrastam há cerca de 60 dias sem avanços concretos nas reivindicações. Entre os principais pontos estão reajuste salarial, aumento do ticket alimentação, mudanças nas escalas e redução das jornadas consideradas excessivas.
Mesmo com a confirmação da paralisação, novas reuniões ainda devem ocorrer nesta sexta-feira. Uma assembleia dos trabalhadores está marcada para as 8h, enquanto uma nova audiência de conciliação no TRT foi agendada para o período da manhã, numa última tentativa de evitar um colapso total no sistema de transporte da capital baiana.
A possibilidade de greve reacende um velho problema enfrentado pelos soteropolitanos: a dependência de um sistema de transporte frequentemente marcado por impasses trabalhistas, frota reduzida e longos períodos de incerteza. Enquanto sindicato e empresários seguem sem consenso, quem mais uma vez paga a conta é a população, obrigada a enfrentar filas, atrasos e o temor de uma cidade parcialmente paralisada.

