Wagner se antecipa, define chapa de 2026 e provoca desconforto na base aliada
A corrida eleitoral na Bahia começou a ganhar contornos mais definidos e também gerou repercussão interna na base governista. Nesta sexta-feira (20), o senador Jaques Wagner (PT) anunciou oficialmente a composição da chapa que disputará a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues, marcando também a definição do candidato a vice-governador para o pleito de outubro de 2026.
Durante entrevista em Irecê, no centro-norte baiano, Wagner confirmou que Geraldo Júnior (MDB) será novamente o nome na vice-liderança da chapa, repetindo a dobradinha vitoriosa de 2022 ao lado de Jerônimo Rodrigues.
O senador ainda destacou que, “do ponto de vista do Senado”, o grupo definiu que as duas vagas serão ocupadas por ele próprio e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). A estratégia reforça a manutenção do arco de alianças que tem dominado a política estadual nos últimos anos.
Wagner usou tom descontraído ao apresentar os nomes e citou o conjunto como uma “chapa 4G”, brincando com a modernidade do termo para reforçar a união dos quatro líderes do grupo governista.
Apesar da confirmação oficial, a articulação gerou desconforto em partes da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues. Integrantes do governo disseram ao site BNews que foram “pegos de surpresa” com o anúncio feito por Wagner, que teria antecipado a definição antes da comunicação institucional do próprio governador.
Aliados indicaram que alguns sequer haviam tido ciência prévia do anúncio e ressaltaram que a confirmação da chapa deveria partir do governador, que em declarações recentes vinha reiterando que a homologação dos nomes ocorreria em março, após o retorno de sua viagem oficial ao exterior.
A movimentação expõe rachaduras na coordenação interna da campanha e levanta questionamentos sobre a estratégia de comunicação entre lideranças do grupo, ainda que os principais aliados tentem mostrar unidade.

