Sesab descarta existência de Mpox no estado após investigação de casos suspeitos
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou nesta sexta-feira (20) que não há evidências de transmissão local de Mpox no estado em 2026. A atualização ocorre após a apuração de sete notificações suspeitas, a maior parte das quais foi descartada após investigação epidemiológica e análise laboratorial.
Segundo a Sesab, a investigação foi coordenada pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), em conjunto com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da Bahia e com o apoio técnico do Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz (Lacen-BA).
Casos descartados ou reclassificados
Dos sete casos notificados como suspeitos neste ano:
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Cinco foram descartados após resultados negativos em exames laboratoriais para Mpox;
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Um caso foi reclassificado como varicela (catapora) após confirmação diagnóstica;
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Outro caso foi considerado “importado”, envolvendo um homem proveniente de Osasco (SP) que já apresentava sintomas ao chegar à Bahia. A Sesab solicitou ao Ministério da Saúde a correção do estado de notificação para São Paulo, ficando na Bahia apenas o registro assistencial do atendimento.
Sem transmissão comunitária nem óbitos
Com base nos dados oficiais, não foram registrados casos de transmissão local do vírus na Bahia em 2026. Além disso, não há registro de óbitos por Mpox no estado neste ano, reforçou a Sesab. Todos os casos suspeitos continuam a seguir os protocolos de notificação imediata, investigação e confirmação laboratorial, conforme o fluxo de vigilância epidemiológica nacional.
Mpox é uma infecção viral causada por um ortopoxvírus, da mesma família da varíola, e sua transmissão entre humanos ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias ou materiais contaminados. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, inchaço dos linfonodos e erupções cutâneas que evoluem para crostas, sendo recomendado isolamento até a completa cicatrização.
As autoridades de saúde orientam a população a manter a vigilância, procurar atendimento médico diante de sintomas compatíveis e seguir as medidas de prevenção e controle estabelecidas pelos serviços de saúde pública.

