Rodoviários do transporte metropolitano aceitam reajuste salarial e desistem da greve agendada para esta quarta-feira
Os rodoviários da Região Metropolitana de Salvador decidiram encerrar o impasse trabalhista e descartaram a possibilidade de greve prevista para esta quarta-feira (11). Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (10), na sede do Sindicato dos Rodoviários Metropolitanos (Sindmetro), em Lauro de Freitas, a categoria aprovou, por maioria, a proposta apresentada pelo sindicato das empresas.
O acordo prevê reajuste salarial de 4,30%, aumento de 5% no ticket alimentação e elevação do valor da cesta básica para R$ 300, o que representa um incremento de 5,83%, com efeito retroativo a janeiro de 2026.
A assembleia foi marcada por debates intensos e divisão entre os trabalhadores, com manifestações tanto favoráveis quanto contrárias à proposta. Apesar da resistência de parte da categoria, a maioria dos presentes votou pela aprovação, encerrando, ao menos por ora, o risco de paralisação do transporte público metropolitano às vésperas do Carnaval.
Durante a negociação, o sindicato patronal também sugeriu que, após a conclusão da licitação do sistema de transporte, prevista para agosto, as empresas vencedoras se reúnam com o Sindmetro para discutir pontos das reivindicações que não foram contemplados neste momento, sinalizando que o acordo atual não encerra totalmente o debate trabalhista.
Mesmo com o desfecho positivo do ponto de vista salarial, o sistema segue marcado com a insatisfação dos usuários. Em publicação nas redes sociais, internautas ironizaram a situação do transporte público, criticando a precariedade da frota.
“E os ônibus caindo aos pedaços tá tudo certo, não precisa nem reivindicar melhora, os motoristas estão bastante satisfeitos”, diz o texto.
A crítica evidencia que, embora o acordo tenha evitado a greve, questões estruturais do sistema de transporte, como a conservação dos veículos e as condições de trabalho, continuam sendo uma preocupação para a categoria e usuários, ficando novamente em segundo plano nas negociações.
A situação é ignorada pela Agerba, agência do estado responsável pela coordenação do sistema.

