Política

Após revolta da população, prefeita de Lauro de Freitas suspende cobranças abusivas do IPTU 2026

A Prefeitura de Lauro de Freitas anunciou, neste domingo (1º), a suspensão imediata da cobrança do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) referente ao exercício de 2026 após fortes protestos da população e a identificação de inconsistências nos carnês de lançamento.

A decisão foi tomada pela prefeita Débora Régis, que divulgou nas redes sociais um vídeo afirmando que a medida é necessária para proteger o contribuinte e evitar prejuízos decorrentes de erros no sistema de emissão dos boletos. Segundo a chefe do Executivo municipal, a cobrança permanecerá suspensa até que todas as falhas sejam corrigidas e os carnês reemitidos de forma correta e transparente.

Protestos e insatisfação da população

A suspensão ocorre logo após um clima de insatisfação crescente entre moradores do município da Região Metropolitana de Salvador. No fim de janeiro, contribuintes se reuniram em uma assembleia no Clube de Vilas para discutir estratégias contra o que classificam como aumentos exorbitantes no valor do imposto, que em muitos casos teriam chegado a até 100% de acréscimo em relação ao ano anterior.

Segundo relatos dos próprios moradores, muitos carnês mostraram valores muito maiores do que os pagos em 2025, mesmo diante da explicação da gestão municipal de que o reajuste aplicado oficialmente foi de aproximadamente 5,32%. A diferença percebida nas taxas se deve, na avaliação dos contribuintes, à atualização do valor venal dos imóveis, que serve de base para o cálculo do imposto e que teria sido reajustada de forma significativa.

A discrepância entre o percentual oficial e os valores observados nos carnês gerou forte reação popular, com moradores criticando o que definiram como um “imposto abusivo” e convocando mobilizações para barrar a cobrança.

Medida cautelar da gestão municipal

Em nota, a Prefeitura de Lauro de Freitas informou que a suspensão da exigibilidade do pagamento do IPTU é uma ação temporária até que os erros identificados no lançamento dos carnês sejam totalmente corrigidos. A administração reforçou ainda que as isenções previstas em lei serão mantidas e que nenhum contribuinte será penalizado em razão das falhas administrativas.

 

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