Política

Governo da Bahia diz que não há intenção de aumentar a tarifa do metrô em 2026

Em meio ao reajuste aprovado pela Prefeitura de Salvador no valor das passagens de ônibus, que passou de R$ 5,60 para R$ 5,90, surgiu forte especulação sobre a possibilidade de um aumento também no sistema metroviário da capital baiana.

No entanto, o Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), divulgou nota oficial nesta segunda-feira (5) afirmando que não existe, no momento, intenção de alterar o valor da tarifa do metrô.

“Até o presente momento não há posicionamento oficial do governo do Estado sobre a possibilidade de alteração tarifária”, afirmou a Sedur no comunicado enviado à imprensa.

Atualmente, a passagem do metrô de Salvador custa R$ 4,10, valor que já não sofria reajuste há algum tempo. Caso a tendência apontada pelo governo se mantenha, este pode ser o segundo ano consecutivo sem aumento na tarifa do modal.

O posicionamento oficial afasta, ao menos por enquanto, a perspectiva de que o aumento dos ônibus leve a um reajuste automático também no transporte por trilhos na capital.

Repercussão e impacto para usuários

Passageiros que dependem diariamente do metrô como alternativa ao transporte rodoviário urbano acompanharam com preocupação os rumores sobre ajuste tarifário. A declaração do governo, ao negar intenção imediata de correção, traz alívio a quem já enfrentou o recente aumento no transporte sobre rodas.

Contexto político e econômico

Historicamente, tarifas de transporte público, incluindo metrô e ônibus, são temas sensíveis tanto para a população quanto para gestores públicos, por sua influência direta no custo de vida e na mobilidade urbana. Em fevereiro de 2025, o governador Jerônimo Rodrigues chegou a anunciar que o Estado poderia assumir custos para manter congelados os preços de metrô e ônibus metropolitanos, visando preservar o poder de compra dos trabalhadores que dependem desses serviços.

No entanto, com o novo reajuste dos ônibus municipais decretado pela Prefeitura e as expectativas renovadas sobre o metrô, a tensão entre diferentes esferas de gestão pública permanece no horizonte das políticas tarifárias.

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