Comissão da Câmara de Camaçari contraria decisão do TCM e recomenda reprovação das contas de Caetano de 2012
O parecer da Comissão Especial da Câmara de Camaçari, apresentado nesta quarta-feira (10), marcou mais um embate entre União Brasil e PT no município. O grupo formado com maioria da oposição, decidiu recomendar a reprovação das contas de 2012 de Luiz Caetano, contrariando o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM/BA), que havia indicado aprovação com ressalvas.
O colegiado, presidido pelo vereador Jackson Josué (União), teve como relator Jamessom (União) e contou ainda com Herbinho (União), além dos petistas Tagner Cerqueira e Dentinho do Sindicato. No parecer, foram apontados supostos gastos excessivos com publicidade, irregularidades em licitações e contratações, além de outras falhas administrativas no período.
Segundo o relator, o julgamento feito pela Comissão seguiu requisitos técnicos. “Esse parecer que apresentamos foi elaborado com base em dados e é um documento que traz análise técnica sobre as referidas contas do Executivo. Não trazemos aqui um parecer político. Tentamos buscar a justiça para o povo de Camaçari”, mencionou.
O vereador Tagner Cerqueira (PT), não poupou críticas e acusou a comissão de atuar com viés partidário. Para ele, o resultado reflete mais a correlação de forças dentro da Casa do que uma análise isenta: “O que vemos aqui é um julgamento político-partidário desta comissão, que inclusive questionamos quanto à proporcionalidade de sua formação. O TCM é o órgão responsável pelo julgamento das contas e vamos derrubar isso em plenário”, afirmou.
A divergência entre o relatório técnico do TCM e o parecer político da Câmara deixa claro como o tema será palco de disputa. Em jogo não estão apenas as contas de 2012, mas também a narrativa política que pode impactar diretamente a imagem do atual prefeito Luiz Caetano, que figura como uma dos maiores xerifes da política de Camaçari, com vasta influência no cenário municipal.
Segundo o regimento da Casa, caberá ao plenário a palavra final. Para aprovar ou rejeitar as contas, será necessário o voto de ao menos dois terços dos vereadores. Até lá, o que se vê é a Câmara mais uma vez funcionando como arena de disputa entre União Brasil e PT, numa prévia do que tende a ser reproduzido naa ruas e nas urnas.

