Movimento de Elinaldo intensifica disputas internas e expõe divisão entre lideranças do União Brasil
A pré-candidatura de Elinaldo Araújo (União Brasil) a deputado estadual em 2026 já provoca desconforto dentro do partido nas cidades da Região Metropolitana. O ex-prefeito de Camaçari, vem numa disputa interna com outros pré-candidatos do partido, movimento este que tem provocado divisões internas e desagrados de lideranças.
Segundo o jornalista Bruno Albuquerque, que cobre a política de Camaçari, fontes próximas à cúpula estadual do partido relataram que a sinalização de apoio a Elinaldo desagradou parte da base, sobretudo lideranças que apostavam em renovação interna ou tinham seus próprios nomes colocados como potenciais sucessores.
Bruno ainda afirmou que Elinaldo conta com o respaldo de figuras importantes do União Brasil na Bahia, incluindo deputados estaduais e federais, que enxergam em seu nome um “retorno seguro” ao poder municipal. No entanto, a movimentação vem sendo vista por outros quadros como um gesto autoritário e pouco dialogado, gerando o início de uma crise interna.
Histórico recente na política
Em Camaçari, Elinaldo enfrenta um desafio ainda maior: o peso de seu legado como prefeito durante sua administração, onde os eleitores conviveram durantes 8 anos com obras paralisadas e serviços públicos marcados por deficiências.
Na saúde, a gestão de Elinaldo ficou marcada pela precariedade nos postos de atendimento e por fechamento de UPAs. No período em que esteve a frente do executivo municipal, uma longa fila com mais de 125 mil pessoas ficaram a espera de consultas e exames; sem contar com promessas de Multicentro e falta de medicamentos. Na educação, das 6 creches prometidas, apenas duas saíram do papel, enquanto várias escolas ficaram sucateadas, a espera de reforma, que nunca aconteceu.
Nesse contexto, a tentativa de Elinaldo se colocar como candidato a deputado estadual em 2026 soa contraditória. Afinal, como vender a imagem de renovação quando sua passagem pela prefeitura ainda é lembrada por frustrações e dívidas políticas com a população?

